segunda-feira, 31 de março de 2014

Para refletir...


GRAMÁTICA: A COMPREENSÃO DOS PROFESSORES




GRAMÁTICA: Como Luis Fernando Veríssimo diz em O Gigolô das Palavras, a gramática é o esqueleto de um corpo chamado língua; ou seja, é toda estrutura dela e partindo dela, ramificam-se linguagem, sintaxe, morfologia com se fossem membros desse corpo.

É o estudo sistematizado da língua a fim de compreendê-la, estruturá-la, regê-la, normatizá-la. Não é só um mecanismo de prescrição, mas a consolidação do código.

... seria, como falado na aula, o esqueleto da língua, no caso, a língua portuguesa do Brasil. É a base para os estudos acerca desta. À medida que se domina a gramática a língua começa a tomar forma, ou seja, adquire-se o conhecimento necessário para dar corpo a esse esqueleto, através da leitura e escrita com excelência.

Gramática é um conjunto de normas que rege o uso dessa língua e que pode ser mais ou menos rígido de acordo com a linguagem que usamos.

A escrita foi um instrumento descoberto tardiamente na história humana. Como qualquer instrumento, ela pôde ser aperfeiçoada por uma arte. Esta arte é a Gramática, que pode, por sua vez, ser assim definida: gramática é a arte diretiva da escrita para que esta atinja seus devidos fins, a saber: em primeiro lugar, significar as palavras orais e, em segundo, significar as idéias presentes em nossa inteligência.


... essencial para se conhecer o funcionamento das estruturas de um texto, falado ou não.

sexta-feira, 28 de março de 2014

LÍNGUA: compreensões sobre este conceito

COM A PALAVRA OS PROFESSORES:

1. LÍNGUA: É um corpo. Um corpo vivo. Fruto da comunicação, do diálogo. Um diálogo de gente pra gente, de emoção pra emoção como disse Janete Clair, já que a gramática é o esqueleto desse corpo. Até quando estamos calados, produzimos essa língua, seja qual for seu idioma através de nossos pensamentos.  

2. É o conjunto de palavras utilizado num determinado espaço geográfico e temporal, que os falantes utilizam e exploram em suas práticas orais ou escritas. A convenção social que permite a comunicação verbal.

3. ...é o conjunto de códigos e regras combinatórias de palavras que permitem a comunicação entre as pessoas.

4. Língua é um sistema de códigos que usamos para nos comunicar, um idioma.

5. Sendo animal racional, só o homem é capaz de, por abstração dos sensíveis, atingir as idéias inteligíveis. Por ser assim, tudo no homem se ordena à inteligência. Mas qual a relação entre língua e inteligência? Aristóteles parecer ter resolvido o problema: segundo o Estagirita, a idéia inteligível é igual para todos os homens. Por exemplo, a idéia “cão” é a mesma na mente de todos os homens. Ora, quando eu quero fazer referência à idéia de cão que está em minha mente, eu me sirvo de uma expressão oral. Essa expressão oral varia conforme a língua. A escrita, por sua vez, significa o som proferido oralmente. Podemos, pois, segundo o que foi dito, definir a língua do seguinte modo: a língua escrita é signo da língua falada, que é signo das idéias inteligíveis, que são como que imagens das coisas reais.

6. ...é a herança cultural de um povo, sua identificação e código de acesso ao outro diante de um diálogo.

7. O que vem à mente, de imediato é o idioma.

E VOCÊ? QUAL A SUA COMPREENSÃO?

terça-feira, 25 de março de 2014

Nossa crônica de inspiração para ler e reler




O gigolô das palavras

Luís Fernando Veríssimo


Quatro ou cinco grupos diferentes de alunos do Farroupilha estiveram lá em casa numa mesma missão, designada por seu professor de Português: saber se eu considerava o estudo da Gramática indispensável para aprender e usar a nossa ou qualquer outra língua. Cada grupo portava seu gravador cassete, certamente o instrumento vital da pedagogia moderna, e andava arrecadando opiniões. Suspeitei de saída que o tal professor lia esta coluna, se descabelava diariamente com suas afrontas às leis da língua, e aproveitava aquela oportunidade para me desmascarar. Já estava até preparando, às pressas, minha defesa ("Culpa da revisão! Culpa da revisão!"). Mas os alunos desfizeram o equívoco antes que ele se criasse. Eles mesmos tinham escolhido os nomes a serem entrevistados. Vocês têm certeza que não pegaram o Veríssimo errado? Não. Então vamos em frente.
Respondi que a linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer "escrever claro" não é certo, mas é claro, certo? O importante é comunicar. (E quando possível surpreender, iluminar, divertir, mover... Mas aí entramos na área do talento, que também não tem nada a ver com Gramática.) A Gramática é o esqueleto da língua. Só predomina nas línguas mortas, e aí é de interesse restrito a necrólogos e professores de Latim, gente em geral pouco comunicativa. Aquela sombria gravidade que a gente nota nas fotografias em grupo dos membros da Academia Brasileira de Letras é de reprovação pelo Português ainda estar vivo. Eles só estão esperando, fardados, que o Português morra para poderem carregar o caixão e escrever sua autópsia definitiva. É o esqueleto que nos traz de pé, certo, mas ele não informa nada, como a Gramática é a estrutura da língua, mas sozinha não diz nada, não tem futuro. As múmias conversam entre si em Gramática pura.
Claro que eu não disse isso tudo para meus entrevistadores. E adverti que minha implicância com a Gramática na certa se devia à minha pouca intimidade com ela. Sempre fui péssimo em Português. Mas - isso eu disse - vejam vocês, a intimidade com a Gramática é tão indispensável que eu ganho a vida escrevendo, apesar da minha total inocência na matéria. Sou um gigolô das palavras. Vivo às suas custas. E tenho com elas exemplar conduta de um cáften profissional. Abuso delas. Só uso as que eu conheço, as desconhecidas são perigosas e potencialmente traiçoeiras. Exijo submissão. Não raro, peço delas flexões inomináveis para satisfazer um gosto passageiro. Maltrato-as, sem dúvida. E jamais me deixo dominar por elas. Não me meto na sua vida particular. Não me interessa seu passado, suas origens, sua família nem o que outros já fizeram com elas. Se bem que não tenho o mínimo escrúpulo em roubá-las de outro, quando acho que vou ganhar com isto. As palavras, afinal, vivem na boca do povo. São faladíssimas. Algumas são de baixíssimo calão. Não merecem o mínimo respeito.
Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a deferência de um namorado ou a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria a sua patroa! Com que cuidados, com que temores e obséquios ele consentiria em sair com elas em público, alvo da impiedosa atenção dos lexicógrafos, etimologistas e colegas. Acabaria impotente, incapaz de uma conjunção. A Gramática precisa apanhar todos os dias pra saber quem é que manda.

Linguagem: algumas compreensões

DEPOIS DE UMA REFLEXÃO INDIVIDUAL SOBRE LINGUAGEM, CADA PROFESSOR TEXTUALIZOU A SUA COMPREENSÃO PARA QUE POSSAM CONHECER AS APROXIMAÇÕES, INCOMPLETUDES E DISTANCIAMENTOS. CABE A CADA UM LER E REFLETIR PARA DEPOIS SOMARMOS.

Se a língua é um corpo, tendo a gramática como seu esqueleto; a linguagem é a roupa que esse corpo veste. Como sempre vestimos cada estilo adequado a cada situação; também sempre usamos uma determinada linguagem também de acordo com cada situação. Com os amigos íntimos, num bar, sábado à noite, falamos de um determinado jeito que não é a mesma maneira de como falamos com nossos pais em nossas respectivas e humildes residências.

 É a comunicação que se estabelece com outrem através de sons, formas, cores, gestos, ou expressões a fim de transmitir uma mensagem ou estabelecer contato.pode ser verbal (escrita ou falada) ou não verbal (música, pintura, mímica, libras, etc.), dependendo da situação discursiva e dos signos escolhidos ou à disposição.

...são as diferentes maneiras de comunicação.  Pode-se citar a linguagem verbal (escrita ou falada), a linguagem não verbal (imagens, ações, música, etc.) e a linguagem mista (verbal e não verbal).

... é a forma como usamos essa língua, de acordo com a situação comunicativa em que nos encontramos.

... é a capacidade de, através de signos, apontar para diversas coisas. A linguagem é comum a todos os animais, especialmente os que vivem em sociedade. O homem, por ser animal, possui uma linguagem animal – como os gestos, as expressões faciais etc. Contudo, o homem, não sendo apenas animal, mas também racional, tem uma linguagem própria que os outros animais não têm: a língua.

... é toda a forma de comunicação verbal ou não verbal, podemos citar a própria fala e a Libras como as principais formas de linguagem; depois vem as sinalizações, os gestos, as roupas, as cores e os variados tipos de símbolos.